Falar de uma coleção inspirada em décadas importantes para o Brasil e não trazer um pouco de história é praticamente impossível…Assim como a economia e a cultura, a moda também é influenciada pelos acontecimentos que marcam a história. A moda das décadas de 50, 60 e 70 no Brasil é um reflexo dos principais acontecimentos do país e do mundo.
Com o fim da guerra nos anos 50, as mulheres tornam-se mais femininas e glamourosas. Fatos como os Anos Dourados, a primeira emissora de televisão nacional, o surgimento dos estilistas criadores de moda brasileira e a produção de revistas e jornais que tiveram papel importante para divulgar a moda (Alceu Pena – primeiro colunista brasileiro com “As garotas do Alceu”), comandaram o país.
Na década de 60, a Jovem Guarda foi um movimento muito marcante, influenciado pelo Rock and Roll, que mesclava música, comportamento e moda. As palavras de ordem eram “Quero que vá tudo pro inferno” e “Pra curtir o baile da vez”! Talvez o que mais tenha caracterizado a juventude dos anos 60 seja a busca por liberdade de expressão.
Definir os anos 70 no Brasil seria dizer que foram, no mínimo, controversos. Por um lado, o culto da competência, tecnocracia e consumismo; por outro, o romantismo hippie, o “faça amor, não faça a guerra”, a busca da natureza, o culto do corpo e a busca por espiritualidade. Na moda, usou-se de tudo, mas o estilo indiano, junto com as calças boca-de-sino, as saias longas e as batas, imperavam…
Hoje, os grandes nomes da moda no Brasil inspiram-se nos precursores da cena fashion
nacional destas décadas para continuar propagando moda e a história… Markito deixou sua marca nos anos 70 com vestidos de jérsei e cetim rebordados de paetês e pedrarias; Ney Galvão, na mesma época, mostrava suas criações na TV e expunha seu amor pelo país e toda a sua riqueza cultural. O estilista costumava dizer que não se pode poupar as riquezas do Brasil na criação das roupas; Dener Pamplona enriqueceu os anos 50 e 60 com roupas elegantes e luxuosas; Clodovil, polêmico e talentoso, tinha como sua marca a alfaiataria andrógina; A Rhodia, importante fabricante de tecidos, buscava promover a cultura brasileira; Simon Azulay traduzia em suas peças uma atmosfera vintage com o estilo de rua do Rio, e, Zuzu Angel, além de estilista e ativista, foi a verdadeira representante da moda “made in Brazil”.
Ao melhor estilo Jovem Guarda, as paradas de sucesso ganham voz ao som de letreiros e bordados. A irreverência fica por conta de adereços, estampas psicodélicas e uma explosão de cores.
Tie-Dye: praticamente um ícone do estilo da década de 70. No Brasil não foi diferente. Principalmente ao nos lembrarmos da Tropicália, dos Mutantes de Rita Lee, de Gal, Caetano, do Festival da Canção… Aqui ele retorna à moda com força total. Sob efeito de
lavanderia artesanal, traz para a coleção todo o clima daquela época.
Falando em Alto-Verão, não poderiam ficar de fora as padronagens florais que já conquistaram as brasileiras. Delicadas, elas remetem ao clima romântico da década de 70.
Étnico: Nos anos 70 a padronagem ficou popular, principalmente com o estilista Yves Saint Laurent, que levou suas modelos às savanas africanas para lançar o estilo Safári.
Reinterpretamos o estilo para nossa brasilidade com uma onça bem “nossa”. Os bichos já tornaram-se clássicos na moda, mas aqui, ganham apelo bem moderno e atual!
Saias, vestidos, macacões… Os longos tomam conta da estação para uma moda fresca e elegante. O clima boho* dita esta tendência. Desde a primavera passada eles chegaram de mansinho e agora mostraram que vieram para ficar. Os longos geraram alternativas elegantes para nosso clima, além de terem conquistado o guarda-roupa de muitas brasileiras.
O vestido foi um dos primeiros a aparecer. Com modelagem de máxi regata, continua em alta e, agora, acompanha cinto de couro trançado, no melhor clima “setentinha”, que toma conta da moda nesta temporada. A saia longa já conquistou personalidades de todo o mundo e segue o mesmo caminho do vestido… Aqui na coleção ela vem com recortes para um melhor caimento. A padronagem é inspirada nos gráficos dos anos 70, misturando artesanato nacional e influências mundiais…
Macacões. Existe algum item de vestuário mais anos 70 que os macacões? Anos 70, ok, mas bem atuais também, né?! Já reparou na quantidade de editoriais de revistas que apontam esta peça como item-chave da estação? Por isso trouxemos para a coleção, dois modelos:
Estampado, com as pernas bem amplas, mostra que as pantalonas estão de volta! Com elástico nos ombros pra ficar caidinho… Use com cinto contrastante pra arrematar…
O da direita é em jeans bem levinho e confortável. Aqui, a modelagem tomara-que-caia e o corpo um pouco mais ajustado traduzem toda a feminilidade da peça. As pernas são
boca-de-sino, um pouquinho mais justas também. O cinto vem em forma de faixa no mesmo tecido para um visual mais clean…
Pesquisas em brechós de grandes cidades como São Paulo, junto às influências dos estilistas brasileiros da época, nos levaram a criar a estampa de girassóis. O efeito de textura na estampa fica por conta do tule. Ao falarmos dessa década, não podemos nos esquecer de marcar bem a cintura…
Novo tecido: Do alemão, “leder” significa couro. Das passarelas do mundo para a Malwee Action, o tecido promete ser a sensação da coleção!
No vestido a proposta é mais ousada, mas ainda super em alta! Várias atrizes já apareceram em tapetes vermelhos com suas versões de peças em couro. Aqui, o tecido traz uma versão mais comercial para o que está acontecendo nas ruas e nas passarelas.
Abusamos destes detalhes para garantir uma coleção super atualizada!
De tricoline e estampa que remete aos discos de vinil, o top tomara-que-caia ganha pregas que o deixam ainda mais especial. Repare no sapato contrastante. Essa combinação nos leva à tendência dos blocos de cores. Assim, você tem informação para uma aposta bem certeira!
Mesmo os vestidos mais básicos podem ganhar estilo extra com os cintos. Branco para o Alto Verão é perfeito, mas tem também a variante listradinha. O degradê de cores nos traz a tendência vintage.
SUPER TENDÊNCIA, podemos até ousar dizer que é uma das mais importantes! Ao analisarmos os caminhos que a moda nos aponta e o que se está usando nas ruas internacionais, principalmente, chegamos ao conceito de blocos de cor. A calça de uma cor, a blusa de outra e o calçado em uma terceira, tudo liso, de preferência, criam uma atmosfera alegre e sofisticada.
Para o homem mais casual, ainda que moderno, aamisas mais clean (limpas) com sutis efeitos de textura. Abotoamentos diferenciados, plaquinhas, martingales e bolsos com recortes deixam o produto ainda mais exclusivo…
Discos de vinil, letreiros psicodélicos, movimentos urbanos… Tudo isso serviu de inspiração para a criação destes gráficos masculinos. O resultado? Peças atuais e especialíssimas.
A arquitetura brasileira teve seus tempos áureos na década de 50 por conta do estilo modernista/minimalista. As listras, inclusive com efeito texturizado, nos remetem a um minimalismo bem despojado.
Efeitos de lavanderia vêm com tudo para renovar a coleção: camisetas como as com decote “U”, mais aberto, modelagem slim e debruns sem acabamento. Todos esses detalhes nos guiam para um estilo mais despojado e ultramoderno, para o homem que quer estar com um ar de “não estou nem aí” e ao mesmo tempo vestindo peças com qualidade, conforto e, o melhor de tudo, super atuais!